Tenho-me lembrado do D., nascido no mesmo mês que eu, morto aos dezoito. Não terá sido a primeira vez que lidei com a morte, mas foi a primeira vez que um amigo de infância morreu. Sabia que estava no hospital. Nas festas do Seixal, em 1998, perguntei a um amigo por ele, entre uma bifana e, provavelmente, uma cola, a notícia entalou-se-me na garganta, entre a música alta, o fumo de grelhados e os amigos que se iam encontrando, a escola a terminar, os exames à porta, o “sonho” da faculdade a obrigar alguns a estudar e aquele baque, o D. morreu. O D. já não vai para a faculdade…
O D. que me acompanhou no percurso escolar desde a primária, de sorriso fácil e sincero, o D. que atropelou um carro, a caminho do café, enquanto esperávamos pelo autocarro, para comprar gomas, nós a rirmos, a condutora a olhar para o carro, aterrada e o D., atrapalhado e semi-assustado, a levantar-se para voltar ao percurso interrompido.
O D. que tantas vezes fazia comigo o caminho a pé da escola até casa, não porque não tivéssemos passe, mas porque não tínhamos paciência para esperar pelo autocarro, vínhamos, ele, eu e mais alguns, estrada fora, com paragem obrigatória em dois ou três sítios que tinham máquinas de jogos. Guardávamos religiosamente uma ou duas moedas para aqueles cinco, dez minutos de futebol ou wrestling electrónico.
Tínhamos aulas ao sábado e enquanto esperávamos pelo autocarro, íamos até à outra paragem, mais longe da habitual, porque tinha um café com tv, que dava o wrestling narrado pelo Tarzan Taborda e íamos vendo, rindo e simulando um ou dois golpes.
Lembro-me do D. andar à batatada com o I. e uma ou duas horas depois não ser nada, amigos como dantes. Será que é assim ainda hoje? Será que não seríamos todos enviados à direção da escola, com uma suspensão na agenda? O D. a colocar o braço do I. por cima dele e a dizer ao professor, olhe o I, está-me a bater. E o I. a ser mandado para a rua, a enviar cadeiras ao ar, a bufar de ira. E os três a irmos a pé para casa, depois, como se nada tivesse acontecido.
O tempo limpa as memórias, mas também as aguça. Os mortos, e são poucos ainda, vão aparecendo de vez em quando, pontilhando com saudade alguns locais, alguns sentimentos.
Tenho-me lembrado do D.
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Março 2014
Montejuntos (ou Montes Juntos) é uma pequena aldeia pespegada junto à fronteira. Ao lado corria-lhe, só e orgulhoso, o Guadiana, hoje vê-se água como nunca se viu, como se a água do dilúvio teimasse em secar, o Alqueva serve de moldura a uma paisagem ora verdejante, ora amarela ressequida, a tender no fim do verão para o castanho seco, quente.
Montejuntos sempre esteve demasiado longe e ao mesmo tempo perto. A viagem durava quase quatro horas (hoje a viagem faz-se entre duas e duas horas e meia), horas em que a cassete de cante alentejano do progenitor dava a volta várias vezes, a minha humilde cultura musical no que ao cante diz respeito é fruto dessas viagens. Vendo Monsaraz o coração batia mais forte, a viagem aproximava-se do fim, a estrada agora acompanhava as aldeias distribuídas ao longo do campo, sprint final duma corrida muitas das vezes noturna.
Os topónimos são-me familiares, Évora, Reguengos, Monsaraz, São Pedro do Corval, Motrinos, Cabeça de Carneiro, mas também Vila Viçosa, Mourão, Terena, Barragem do Lucefécit, são etapas da viagem, de viagens, são locais presentes nas conversas, nas vidas que ali habita(va)m.
A aldeia é pequena, um largo com três cafés, duas mercearias, cafés que, na minha infância, eram o ponto de encontro de todos os homens da aldeia, velhos e novos, habituei-me a ver ali os anciãos a dar dois dedos de conversa e despejar outros dois dedos de tinto, de cigarro ao canto da boca. Hoje os cafés estão vazios, a gente é pouca, a vida é feita a alguns, vários, muitos, quilómetros, o fim de semana enche a aldeia de vida, incha-a um pouco, por um pouco. Os velhos da minha infância já não moram ali, foram morrendo, alguns com idades bonitas, já não vejo muitas das caras e corpos presentes na minha memória. A aldeia despojou-se de gente, mas o largo continua igual, caiado de branco, nenhuma casa nova, a fotografia mental corresponde ao que vi.
Montejuntos era o tio Chico, um homem grande, de sorriso fácil, amoroso e duro. Que amava os sobrinhos, que se pelava por os ter ali. Lembro-me de ir com ele à água, na carroça puxada pelo Manjerico, um burro que habitou toda a minha infância e um pouco mais além. Um homem do campo, que ali toda a vida labutou, que cuidou de gado, passámos um natal numa herdade com ele, uma casa enorme, gigante, fria, incómoda (num inverno dos mais frios e chuvosos que que tenho memória) mas que habita ainda as minhas memórias mais quentes. O Tio Chico que nunca nos deixou fazer amizade com as ovelhas, não são animais de estimação, de casa, são de sustento. O tio Chico que vi uma última vez, sem uma perna por causa dos diabetes, já cego, apertando-me sem me poder ver, a mim de lágrima ao canto do olho, a despedir-me antecipadamente. Ontem, revi com alegria a Ti Antónia, metro e meio de mulher, viúva, mas mulher grande, divertida, afável, e vi o meu tio Chico, no filho, também ele Chico.
Os verões eram quentes, alguns pareciam chapa em lume, antes de almoço éramos irradiados do mundo, enfiados dentro de casa, podíamos descer rapidamente a rua até casa do Tio Chico, mas o sol, o calor, o suor impedia-nos de estar na rua, quase sempre com uma bola, onde as vacas passavam de manhã e à tardinha rumo à vacaria, hoje já não há vacas, a vacaria é um espaço vazio, um espectro de uma realidade ainda minha vizinha. Os verões eram as escondidas à noite, entre as crianças da aldeia e os primos, sobrinhos que ali passavam uma temporada.
Os verões eram a pesca ou a caça dos adultos, acompanhados em brincadeiras petizes. Dormi várias vezes num moinho, passando ali o dia, dentro de água, de rabo para o ar à procura de espargos, respirando o ar puro do campo, vendo Espanha do outro lado da margem. Espanha era no outro lado da margem, era no monte que se via ali ao longe, sentado no muro, onde parti o pulso na véspera de fazer anos, mil novecentos e oitenta e sete? ou nove? Tiago, desce do muro que partes um braço. Tiago, desce. Já não ouvia o meu avô, nenhum neto ouvia, ele antecipava tragédias, um passo dado por nós era desculpa para um aviso, dito, repetido, ecoado durante largos momentos. Tiago desce do muro. Avô, se partir um braço fico com outro. Fiquei com os dois, a bem dizer, verdade das verdades, mas no dia seguinte soprei as velas de braço ao peito e o avô repetia Eu disse-te, não te avisei? Espanha era também na televisão, a TVE e a Antena 3, os jogos do Real e do Barcelona, também do Futre no Atlético. Era estar com os primos, na rua, dentro de casa, sempre juntos.
Montejuntos era a festa, vacas na praça, rifas, chuva. Ainda hoje as vacas estão ali, uma vez por ano, a correr atrás dos rapazes, toda a aldeia unida em torno daqueles animais, lembro-me duma a entrar por uma porta, gritos femininos, louça a partir-se, e regressar à lida da festa, atrás de rapazes, de homens, homens e mulheres empoleirados em troncos, em “carros”, a comer, a rir, a rever família.
Montejuntos é uma pequena aldeia com largos, imensos laços familiares. A cada passo, a cada esquina, a cada novo dia cumprimentava um parente. Ontem, de todos aqueles que vi e com quem falei, dois ou três não eram familiares, mas alegraram-se em me ver, em me reconhecer, um sorriso largo, memórias de um passado recente, a mim afluíram-me várias. E eu, qual filho pródigo, que em dez anos ali fui, o quê?, cinco, seis vezes? a mim reconheceram-me melhor do que à minha mãe que duas, três, quatro vezes, todos os anos visita a terra, a família. Um primo, envelhecido, esqueci-me do nome dele, dá-me um passou bem e trata-me pelo nome. Montejuntos é isto, é família, um local que é casa, mesmo que já não a reconheçamos, que não visitemos como deveríamos, uma casa onde a família é incansável, onde cuida de nós de modos que nos, a mim, pelo menos, envergonha. Onde todos são família, mesmo não o sendo.
Ontem lembrei-me do brunhol, que é o mesmo que dizer farturas, de manhã, no largo da aldeia, feito por uma prima. Lembro-me de pequeno-almoçar leite, ou tofina, ou brasa com brunhol. Ontem, trouxe filhoses, nógado, doces caseiros, tradições carnavalescas, mas também trouxe chouriços, chouriças, farinheiras, um peru inteiro, envergonhado pelo carinho, amor, cuidado que a família nos dispensa.
Montejuntos é lá longe, tão longe que por vezes me esqueço, é tão perto, está tão dentro de mim… ontem voltei por três horas, visita rápida, mas as memórias encheram a barriga, o coração relembrou-se disto, daquilo e de pessoas que habitaram a minha vida.
Montejuntos é uma aldeia pequena, mas é tão grande, tão grande…
quinta-feira, 9 de março de 2017
O Caso da Nova
Não concordo com Jaime Nogueira Pinto na maior parte das vezes, é um facto, isso dar-me-á liberdade para o ouvir ou não. Impedi-lo de falar parece-me mais preocupante.
A Direcção da FCSH evitou o evento por não estarem reunidas as condições de segurança necessárias. Não há polícia? Não há castigo para os prevaricadores? Estamos a apaparicar uma cultura de medo? Isto vindo de uma faculdade que me parece presa e amordaçada a uma AE. Quem manda na FCSH, a AE?
O caso redundou na acusação de que o evento viria de uma associação com simpatias fascistas. Ora bem, deixem-se ser cínico e foi uma resposta que dei, enquanto aluno, a vários companheiros de faculdade. Os comunistas mataram mais, matam e prendem ainda hoje, do que os fascistas - poderá ter sido uma questão da dimensão dos países onde estes regimes foram instituídos... Por que é que eu olho para o fascismo de forma negativa e não para o comunismo? Por ter passado pelo primeiro? Por não ler a história do século XX? Por ignorar objectivamente as acções desses regimes porque tenho os mesmos ideais? (Lembro-me de uma declaração de Bernardino Soares acerca da Coreia do Norte, lembram-se?)
Tenham os heróis que quiserem, mas sejam coerentes. Não estou a defender o fascismo, estou contente em democracia, mesmo nesta! Prefiro-a, mas ver comunistas/bloquistas a defender a liberdade sem um mínimo de coerência para com os resultados de ambos os projectos políticos (de extrema direita e de esquerda), onde estes foram instituídos, parece-me um programa de futebol (deixo de fora o redundantemente "mau").
Nota pessoal: sempre me fizeram estranheza os comunistas/bloquistas da FCSH do meu tempo que, sendo de esquerda vinham de famílias com bem mais rendimentos do que eu, viviam à conta dos pais e das bolsas que conseguiam sem se saber muito bem como e eram gastas na farra. Será uma generalização, e como todas corre o risco de não ser totalmente exacta, mas abarca aqueles que, pertencentes às AE do meu tempo, conheci melhor. O que é que isto tem a ver com o caso? Continua a ser uma questão de coerência, a meu ver, claro!
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Sonhos 3
Acorda cansado, como de costume. Mais uma vez não sonhou, desde que ela morreu que não sonha. Não, não é uma metáfora, é a triste realidade, nem nos sonhos, ou pesadelos, a vê.
A morte quando a levou, levou-a do seu interior. Ela habita a casa, ainda, nas fotografias, na decoração, nas plantas que tenta não deixar morrer à sede. Por vezes, há cheiros que a relembram, como se ela estivesse ali ao seu lado. O velho videogravador comeu a cassete de vídeo que via, vez após vez, para ouvir-lhe a voz, o riso.
Fecha os olhos e chora. Gostava tanto de sonhar com ela!
A morte quando a levou, levou-a do seu interior. Ela habita a casa, ainda, nas fotografias, na decoração, nas plantas que tenta não deixar morrer à sede. Por vezes, há cheiros que a relembram, como se ela estivesse ali ao seu lado. O velho videogravador comeu a cassete de vídeo que via, vez após vez, para ouvir-lhe a voz, o riso.
Fecha os olhos e chora. Gostava tanto de sonhar com ela!
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Sonhos 2
Abre os olhos, na penumbra do quarto. Sente o calor do corpo da esposa, há uma luz ténue a sair pelos estores. O silêncio esperado é quebrado pelo breve ressonar da esposa, vai virar-se para o lado quando outro som o acorda um pouco mais.
Alerta, tenta identificar o que ouve, sem grande sucesso. Ouve um som metálico, e por trás deste, menos audível, um som repetitivo, uma voz. O que ouve dura dois segundos. Pára e volta a soar, durante dois segundos. repetindo-se.
Vira-se de costas para a esposa e tenta perceber se o som é o despertador, o rádio, o telemóvel de um dos vizinhos. Deve ser isso! Mas está demasiado perto...tenta adormecer.
O ressonar dela mais audível. Bem como o som metálico e uma palavra, "erro".
Clink,"erro".
Muda de posição, encosta-se à esposa, que continua a ressonar. O som torna-se ligeiramente mais audível.
Clink. "erro".
A luz, agora mais forte, incide sobre o rosto da mulher, que está deitada de lado. Olha para ela e percebe que a orelha está num ângulo estranho, coloca o ouvido ao lado da orelha dela e percebe que o Clink, "erro", vem de dentro dela.
Admirado e surpreendido, temerosamente agarra na orelha e coloca-a na posição correcta. O som e a voz páram imediatamente, ela levanta-se, coça a orelha, coloca o dedo indicador no interior da mesma, o dedo todo, que roda uma e outra vez, não olha para ele, os olhos estão fixos num ponto, a boca abre e fecha. Quando puxa o dedo, este traz a orelha com ele. Ele olha para aquilo com surpresa e medo. Agarrados à orelha, fios e um líquido preto que escorre para cima da cama. "Óleo", pensa, e acorda!
(desenho da esposa - @ The Weight of Dreams )
Sonhos 1
Acorda irritado.
Não consegue identificar a razão da
irritação, ou melhor, sabe que é decorrente do sonho que teve, mas este foi
levado pela amnésia de Morfeu. Por um lado, irrita-o sonhar e não se lembrar do
que sonhou, por outro irrita-o sentir os resultados “anímicos” do sonho e não
perceber a razão de tais sentimentos.
Sentado na sanita, ainda sonolento, tenta mergulhar dentro
de si...volta a deitar-se e tenta embalar-se numa sonolência pouco natural,
ainda assim, tem sucesso! Lembra-se da cara de uma colega do preparatório, a
que não consegue associar o nome. Continua no estado de irritação, por um lado,
porque tenta lembrar-se de um nome demasiado enterrado nas suas memórias, por
outro lado, porque tenta lembrar-se do conteúdo do sonho e das razões de tal
irritação.
Sem conseguir adormecer, lembra-se que a colega era gira,
simpática, que tinham um relacionamento normal, nada que explique a irritação...ah! no sétimo ano, quando os
rapazes tentam afirmar-se de diferentes formas, um dos colegas, mais velho,
atirava-se descarado a ela. Para parecer o macho alfa mais adequado, gozava com
ele e ela ia na cantiga. Talvez tenha sido isso que sonhou, sabe que foi, um
grupinho junto, o outro a gozar com a camisa dele, com o estrabismo, com sabe
lá o quê, e ela a rir, a dizer que sim, a acrescentar alguma coisa. E ele
calado, tentando argumentar uma ou outra vez, mas perante o chorrilho de críticas
cala-se.
Levanta-se da cama, satisfeito com a análise semi-Freudiana,
mas estupefacto com a acuidez do seu subconsciente. Não consegue identificar
nenhum acontecimento que levasse a um sonho destes, nem se lembra do nome dela,
nem do outro, nem das caras ou de qualquer outra característica.
Porque
sonhamos, com que objetivo? Lembrou-se vagamente de duas ou três pessoas,
perdidas no percurso escolar, amigos durante algum tempo, mas desaparecidas, da
vista e do coração, há imenso tempo.
Deixa que a irritação escoe, lava-se, come qualquer coisa e
sai de casa!
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Hell or High Water
Tanner (Ben Foster) e Toby (Chris Pine) Howard são dois irmãos que roubam pequenas dependências bancárias para arranjar o valor necessário para pagar a hipoteca do rancho que pertencia aos pais, e onde foi descoberto petróleo.
Hell or High Water é um filme actual, uma fotografia de uma certa América, em que o inimigo é um banco (!), que não entra em pregações desnecessárias, mas mostra, mais do que o lado humano, presente na figura dos dois protagonistas, o lado geográfico e social, os planos do Texas, marcados pela exploração de petróleo, pelas planícies vazias, pela vida diária das pequenas populações, pelos bancos e placards/posters publicitários das ofertas de empréstimos. O filme mostra a realidade de uma América longe da prosperidade, numa terra de ouro preto, conquistada não já pelos brancos, mas pelos bancos.
O Texas que nos é apresentado já não é o dos westerns, das planícies que prometiam nova vida e riqueza, mas o de uma América mal acordada de um sonho mau, em que o american way of life parece estar a escapar entre os dedos. Hamilton brinca maliciosamente com o índio, seu parceiro, em diversas conversas, continuando a "luta" entre brancos e índios.
O elenco e as interpretações são sólidos, há momentos deliciosos, por exemplo, o primeiro assalto, com um velhote a sacar da arma, a cultura de armas americana, ainda para mais no Texas, é deliciosamente ilustrada nesta e noutras cenas; Jeff Bridges irrita (no melhor dos sentidos) como Marcus Hamilton, um polícia a dias da reforma, que fala como se tivesse a boca cheia de favas, vencendo o round interpretativo no confronto final com Chris Pine. Há momentos ilustrativos da cultura texana e dos problemas dessa região, o Rock evangélico a soar na rádio, os casinos.
Não é um fime sujo, mas não tem a estética limpa de outros, os assaltos são realizados de forma pouco artística, sem grandes coreografias- É road movie cru, com ligeiras incursões ao ambiente de Cormac McCarthy, ligeiramente violento, mas conciliador, não é moralista, mas acredita em segundas chances, o que é um risco. Corria o risco de glorificar a violência, ou a ideia de que os meios desculpam os fins, não o faz de forma efectiva, opta por valorizar os laços entre os dois irmãos, criticar a acção dos bancos na vida dos cidadãos comuns, culminado na tentativa de criar algo bom e duradouro.
É um belíssimo quadro melancólico, doce-amargo, que me concilia com o cinema americano moderno, cheio de efeitos especiais, com pouco conteúdo ou com muito estilo e pouco conteúdo.
Altamente recomendado.
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